Cotidianamente nos deparamos com o novo, descobertas que além de estranhas, despertam nossa curiosidade. A depender do que seja, uma simples pergunta ou pesquisa resolvem a questão, mas para algumas coisas vamos além, precisamos da rotina, prática ou repetição para que o conhecimento seja de fato adquirido e útil para nós. Quanto mais envolvidos em uma descoberta, mais fácil é o nosso aprendizado e a fixação do novo conhecimento, não à toa, atletas trabalham a especificidade de seus esportes dos treinos práticos aos treinos de musculação.

No Cross a máxima também é válida, tanto em sua prática e desenvolvimento de atletas e praticantes, quanto no contato com o “idioma” da modalidade, afinal de contas, muitos praticantes, novos ou experientes, tem dificuldade em se adaptar a nomenclaturas, siglas Para você não ter mais esse problema, o Nauruzinho bolou essa cartilha e/ou dicionário que irá te auxiliar no processo de adaptação ou a entender de vez o nosso idioma.

AMRAP – “As Many Reps As Possible”
Quando estiver na lousa, corra! Em tradução livre teríamos algo como “o máximo de repetições possível”. A ideia é que um AMRAP proponha aos atletas o desafio de, dentro do TimeCap, o atleta realizar os movimentos do WOD o máximo de vezes possível, contando ao final a quantidade de repetições realizadas.

BENCHMARK
São treinos-padrão usados como referência para medir desempenho, evolução e condicionamento físico ao longo do tempo. Funcionam como um “marco” na sua jornada: você faz hoje, anota o resultado e repete meses depois para ver o quanto evoluiu. Exemplos muito conhecidos são os WOD Heroes, como Murph e Chad, e os WOD Girls, como Fran e Karen.

COACH
Aquele que irá conduzir a aula, sua evolução, ouvir absurdos e respirar antes de dar qualquer resposta. É o Educador Físico que se dedica ao Cross como professor, mestre, administrador de aula, psicólogo e Santo da Paciência.

DUMBBELL
Comumente conhecido no Brasil como halter, o Dumbbell é um equipamento muito útil e versátil no Cross, sua introdução ao esporte foi em 2017, há menos de 10 anos. Os pesos mais comuns são 22,5KG e 15KG no RX e Scaled masculino e 15KG e 10KG no RX e Scaled feminino.

EMON – “Every Minute On The Minute”
Mais uma dinâmica que envolve o relógio. A tradução livre pode ser algo como “a cada minuto, durante o minuto”. Atletas devem, a cada minuto e durante esse minuto, executar repetições dos movimentos propostos, reiniciando ou mudando o ciclo a cada 60 segundos.

FORTIME
Outra dinâmica de relógio dos WODs, e talvez a mais comum. No For Time , o objetivo é realizar o número total de repetições ou rounds no menor tempo possível. Aqui, o foco é finalizar o treino com intensidade máxima, priorizando o tempo como fator de desempenho. Lembre-se: tempo bom é aquele com técnica e padrão de movimento mantidos!

GINÁSTICO
Categoria que engloba movimentos de peso corporal como Pull-Ups, Toes to Bar, Muscle Ups e Handstand. São exercícios que exigem controle corporal, coordenação, força e, muitas vezes, mobilidade. A progressão é essencial para que se desenvolvam com segurança.

HANDSTAND
Tradução literal: “parada de mão”. Usado no contexto de movimentos como Handstand Walk (andar de ponta cabeça) ou Handstand Push-up (flexão de braço de ponta cabeça). Pode parecer impossível no início, mas com treino, você chega lá!

I GO YOU GO
Uma estratégia de treino em dupla ou trio, onde um atleta executa um número determinado de repetições ou tempo de trabalho, enquanto o outro descansa, revezando até o fim do treino. Ótimo para motivação e intensidade. É importante ressaltar que, ambos atletas farão a mesma quantidade de trabalho, seja em tempo ou repetições.

KETTLEBELL
Equipamento em formato de bola com uma alça, usado para movimentos balísticos, como o Kettlebell Swing , e para exercícios de força e resistência. Muito utilizado por sua versatilidade e eficiência nos treinos metabólicos.

LPO – Levantamento de Peso Olímpico
Modalidade específica de levantamento de peso que inclui os movimentos de Snatch e Clean & Jerk . Exige técnica, força, mobilidade e muita prática. No Cross, esses movimentos são frequentemente usados em WODs e treinos de força.

MUSCLE UP
Movimento avançado que une um Pull-up a um Dip , permitindo que o atleta ultrapasse a barra ou os anéis com um único impulso. É o sonho de muitos praticantes, um verdadeiro símbolo de evolução na ginástica.

NAURU
Centro de Treinamento dedicado à prática esportiva, com foco no Cross Training. Nome originado na etimologia Tupi-Guarani, sua tradução é: guerreiro(a). Multicampeão, dos mais variados campeonatos nacionais e da Copa Sur 2025.

OVERHEAD
Refere-se a qualquer movimento em que o peso é levantado acima da cabeça. Ex: Overhead Squat , Shoulder to Overhead . Exige força, estabilidade e mobilidade de ombros.

PULL / PUSH
Dois padrões básicos de movimento. Pull (puxar) está em exercícios como Pull-up , Row , Deadlift . Push (empurrar) aparece em Push-up , Shoulder Press , Thruster . Equilibrar ambos é essencial para uma boa performance e prevenção de lesões. RX Abreviação de “Prescrição”, ou seja, o treino com os pesos e movimentos recomendados para o nível avançado. Indica que o atleta realizou o treino exatamente como proposto, sem adaptações.

SCALED
Quando o treino é adaptado para o nível do atleta, seja em peso, volume ou movimento. Escalar não é sinônimo de treinar menos, mas sim de treinar de forma inteligente e segura.

TIMECAP
Tempo limite para a execução do WOD. Se o treino tiver um Timecap de 12 minutos, por exemplo, o atleta deve fazer o máximo possível dentro desse período. Um estímulo para não enrolar!

UNBROKEN
Executar todas as repetições de um movimento ou sequência sem pausas. Exige controle de ritmo e resistência muscular. Pode parecer simples, mas manter um conjunto de Wall Balls ou Pull-ups unbroken é desafiador!

WOD – Workout of the Day
É o “treino do dia”, a cereja do bolo. É nele que você aplica as habilidades, movimentos e capacidades trabalhadas no aquecimento e parte técnica. Cada dia é um novo desafio, com um WOD diferente.

Agora que você tem esse dicionário nas mãos (ou na mente), ficou mais fácil se sentir parte do universo do Cross. Entender o que está na lousa, o que o Coach grita e o que os parceiros de treino comentam é parte fundamental do processo de evolução. Lembre-se: ninguém começa sabendo tudo; nem dos movimentos, nem da linguagem. Mas com dedicação, curiosidade e constância, você vai se tornando, treino após treino, mais fluente nesse idioma, e mais forte também. Seja bem-vindo(a) ao Cross. Seja bem-vindo(a) à Tribo. Bora treinar!

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